Por Marcio Bueno
Em Capão da Canoa, RS, durante os últimos dias do ano, eu e minha esposa presenciamos um desfile de carroças puxadas por cavalos surrados e esqueléticos em meio ao trânsito caótico daquela cidade. Em seguida, os animais permaneciam embaixo de sol escaldante, com cascos em péssimas condições, estacionados em local proibido, enquanto seus 'donos' faziam serviços em residências de veranistas, ou remexiam no lixo. Durante a folga, eram deixados dentro de valões para comer o capim que nascia em meio à água suja.


Na beira da praia, freqüentadores realizavam pesca predatória com tarrafa, o que é ilegal. Ignoravam os olhares dos demais banhistas, e só se afastaram quando começamos a tirar fotos.
Na avenida Paraguassu, que liga diversas praias do Litoral, um cachorro de grande porte, visivelmente recém-abandonado, tentava seguir cada automóvel, como se fosse de seus 'antigos donos'. Aguardava um novo veículo se aproximar para 'fazer festa', como deve ter feito inúmeras vezes em seu antigo lar. Uma triste cena.
Mas a gota d'água foi um lance ocorrido em pleno calçadão da praia, no Centro de Capão. Um cachorro esfomeado e com olhar carente circulava por entre as mesas, até levar um pontapé de um funcionário do Kioske do Surfe. Questionado sobre a violência, disse que deu chute no animal pois "não podia tocar nele com as mãos". Ainda ironizou, dizendo que podíamos ficar à vontade para ir embora e chamar a Brigada Militar, se quiséssemos - sob o riso de clientes de outras mesas.
No dia 31 de dezembro, ao contrário de milhares de pessoas que pegavam a Free-Way rumo ao Litoral, retornamos a Porto Alegre, pois não nos sentimos à vontade para comemorar lá a chegada do Ano-novo.
Na avenida Paraguassu, que liga diversas praias do Litoral, um cachorro de grande porte, visivelmente recém-abandonado, tentava seguir cada automóvel, como se fosse de seus 'antigos donos'. Aguardava um novo veículo se aproximar para 'fazer festa', como deve ter feito inúmeras vezes em seu antigo lar. Uma triste cena.
Mas a gota d'água foi um lance ocorrido em pleno calçadão da praia, no Centro de Capão. Um cachorro esfomeado e com olhar carente circulava por entre as mesas, até levar um pontapé de um funcionário do Kioske do Surfe. Questionado sobre a violência, disse que deu chute no animal pois "não podia tocar nele com as mãos". Ainda ironizou, dizendo que podíamos ficar à vontade para ir embora e chamar a Brigada Militar, se quiséssemos - sob o riso de clientes de outras mesas.
No dia 31 de dezembro, ao contrário de milhares de pessoas que pegavam a Free-Way rumo ao Litoral, retornamos a Porto Alegre, pois não nos sentimos à vontade para comemorar lá a chegada do Ano-novo.

4 comentários:
Pois é, Marcio... depois nos comparam a membros de seitas extremistas, como já falaste num artigo recentemente publicado. Fugir do 'praia, churrasco, loira do tchan, carnaval e futebol' parece ser demais para algumas cabeças.
É por isso que sinto tanto desânimo em habitar este planeta!!Ás vezes fico pensando que não vai mais ter jeito, o MAL é muito forte e poderoso e parece vencer sempre o BEM! Estou cansada de me deparar com cenas como estas e nada muda, sinto-me tão IMPOTENTE...Pobres animais, tudo que tentamos fazer para ajudá-los não parece surtir efeito algum...ás vezes sinto-me como eles devem se sentir: desesperada, desanimada e desesperançosa...
Meu Deus gostaria que o planeta viesse a se FINDAR, e que tudo e todos se acabassem, inclusive nós os seres "humanos"...pelo menos assim haveria um pouco mais de justiça!!! Como é difícil AMAR OS ANIMAIS E LUTAR POR ELES, é uma guerra covarde, muito desigual... (Desculpem o desabafo)
É um relato muito triste Marcio, de casos que passam despercebidos a grande maioria.
Obrigado por compartilhar.
Fizeste alguma coisa?
A gente não pode só se entristecer e denunciar, tem que agir!
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